Jornalismo Impresso: sobrevivência ou extinção?

Jornalismo Impresso: sobrevivência ou extinção?

Atualmente o futuro do jornalismo impresso é uma temática bastante debatida pelos teóricos e interessados pelo jornalismo. Hoje em dia, o jornalismo impresso vê-se confrontado com a expansão dos novos media e com o surgimento da globalização.

Diana Mendesestudante de Mestrado de Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação, no ISCTE, mais conhecido por Instituto Universitário de Lisboa, afirmou que “o mundo digital tem estado a prevalecer na era da informação”, no entanto acredita que o impresso não irá acabar por completo, opinião também partilhada por Vera Garcia, aluna da Licenciatura em Ciências da Comunicação na UTAD.
Vários profissionais da comunicação declaram que os dois meios se complementam.

Daniela Fonseca, professora do curso de Ciências da Comunicação, na UTAD, referiu “espero e quero acreditar que o jornalismo online não irá prevalecer sobre o impresso”.

Patrícia Pinto, estudante de Mestrado em Comunicação Pública, Política e Intercultural na UTAD, disse que o jornalismo online irá dominar o impresso.

Maria Meireles, uma das responsáveis pela redação do jornal “A Voz de Trás-os-Montes” afirmou que cada um tem o seu espaço e o seu público-alvo.

Cada meio pretende atingir diferentes públicos, tal como afirmaram todos os entrevistados.

Questionados acerca do meio ao qual acedem para ter informação, a resposta foi praticamente unanime: o meio online, por uma questão de falta de tempo para ler o jornal impresso. Quanto ao tipo de jornal mais vantajoso acredita-se que os dois se complementam. Enquanto que o online dá uma informação rápida e instantânea, o impresso permite o aprofundamento e reflexão da informação.

O jornalismo impresso tem uma longa jornada a percorrer, tem de se atualizarefetuar mudanças, modificar a sua estrutura, o seu design, para que seja mais apelativo. Barbara Matias, aluna de Mestrado em Jornalismo na UTAD, disse que o jornalismo impresso tem de sofrer mudanças: “actualização, inovação, criatividade”. Referiu ainda “julgo que não só no que se faz mas também em quem o faz”.

A atual crise revela-se como uma ameaça à imprensa porque têm fechado algumas redações de jornais locais, têm-se visualizado imensos cortes na redução do número de profissionais e do número de tiragens dos jornais. Tudo isto se deve aos elevados custos de produção e distribuição do jornal, deste modo, o futuro do jornalismo impresso é incerto mas apesar de tudo acredita-se que o jornalismo irá subsistir.

Joana Catarina Carvalho, Paula Silva e Jeniffer Azevedo