13ª Edição Revista Women´s Wonderland

13ª Edição Revista

Women´s Wonderland

Women's Wonderland 13

7ª Edição Revista Women´s Wonderland

7ª Edição Revista Women´s Wonderland

capa

Disponível em:

Joana Carvalho

6ª Edição Revista Women´s Wonderland

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Joana Carvalho

Beyonce é atração no SuperBowl 2013

Beyonce é atração no SuperBowl 2013

A cantora Beyoncé confirmou que vai ser a atração principal do espetáculo do intervalo do Super Bowl 2013, a grande final do futebol americano, que acontece no dia 3 de fevereiro de 2013.

A cantora postou uma foto com o título “Contagem para o Touchdown” e a data da partida pintada no rosto.

A final do futebol americano é um dos eventos de maior audiência da Televisão americana e tradicionalmente tem um espetáculo com um grande nome da música pop a tocar no intervalo.

Neste ano, quem subiu ao palco no intervalo do Super Bowl foi Madonna. A cantora fez um show de 12 minutos, cantou ao lado de M.I.A e Nicki Minaj, e apresentou o single ‘Give Me All Your Love’, do álbum ‘MDNA’.

Joana Carvalho

Reportagem: A (NÃO) ASFIXIA DO TRADICIONAL

Reportagem:

A (NÃO) ASFIXIA DO TRADICIONAL

Hoje trazemos uma temática bem diferente das que temos postado até aqui. No ano passado, numa cadeira do 2º ano (Imprensa, Rádio e Televisão) elaborámos uma reportagem escrita com base na recolha de depoimentos e fotografias no terreno. E aqui está o resultado que decidimos mostrar-vos:

Perante a grave situação do comércio nacional nem tudo é visto com pessimismo em Trás-os-Montes

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A (NÃO) ASFIXIA DO TRADICIONAL

São 18h00. Existe algum movimento de pessoas nos estabelecimentos de comércios nas ruas vila-realenses, desde frutaria, pastelarias, cafés, minimercados até às lojas comuns de vestuário e calçado.
Como em qualquer cidade portuguesa, existe uma dupla vertente comercial de venda a retalho, o de pequeno retalho que assenta o comércio tradicional e o de grande distribuição como grandes superfícies e armazéns, lojas discount e ainda os super e hipermercados.

Em Vila Real existe uma grande oferta entre as duas tipologias e tentámos verificar se a atual situação do país afeta os pequenos estabelecimentos perante a constante evolução dos grandes estabelecimentos.

Uma definição de comércio tradicional segundo o Instituto Camões, é aquele feito de lojas tradicionais em que normalmente o dono é simultaneamente o vendedor. Destacam-se as padarias, drogarias, as mercearias e os talhos que têm em comum a procura do contacto mais próximo junto dos clientes de forma a fidelizá-lo.

Um centro comercial segundo a Associação Portuguesa de Centros Comerciais é um empreendimento de comércio no mesmo edifício ou edifícios contíguos e geridos por uma única entidade. Neles predominam as unidades de comércio a retalho e áreas em comum bem como a prestação de serviços, ligados ou não à entidade reguladora.

“Devido a que o meu comércio esteja mais próximo do shopping até tenho mais dinheiro.”

Atualmente são encerradas micro, pequenas e médias empresas (PME) em Portugal, entre as quais destaca-se falência a empresas de comércio e serviços. Os dados lançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao ano de 2008, as PME representam 99,7% do tecido empresarial, gerando 72,5% do emprego e realizam 57,9% do volume de negócios português.

A agonia e o desespero são termos associados a este tipo de negócio, em que os empresários individuais que com as suas ideias próprias e o orgulho do seu projeto de vida não são suficientes para enfrentar os contratempos.

Entrámos numa frutaria para falar com uma funcionária que acabava de atender os últimos clientes daquele final de tarde de maio. O cheiro das doces e sumarentas frutas e a frescura dos pães de centeio harmonizavam o desabafo da senhora quanto ao seu pequeno comércio aberto há muitos anos.

Desde a abertura do centro comercial Dolce Vita Douro na cidade, o comércio tradicional “foi-se bastante abaixo”. Além disso, confessou que quebras registadas foram a nível de clientes e de vendas. Em relação à loja onde trabalha, estes números não foram afetados com a crise económico-financeira que os portugueses estão a passar. Argumenta, por fim, que a qualidade e os “produtos nossos” fazem com que ainda existam muitos clientes fidelizados da frutaria ainda que a distância do centro comercial seja reduzida.

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Centro histórico de Vila Real que tem forte presença do comércio tradicional

A alguns metros avistámos uma loja de variados produtos domésticos. O seu proprietário, com uma opinião positiva quanto ao seu negócio. Desde a inauguração da mesma grande superfície assistiu-se a uma diminuição de clientes das lojas mais tradicionais mas o senhor revela entusiasmado que “Faço mais negócio… mas isso depende dos sítios. Devido a que o meu comércio esteja mais próximo do shopping até tenho mais dinheiro. Nas zonas mais antigas ninguém vai para lá nem mora lá ninguém, mesmo que existam lá artigos oferecidos.”

Acrescenta ainda que “o que não é visto não é desejado”, logo importa referir que algumas estratégias para atrair clientes são “ bons preços e bons produtos…pois o barato acaba por ser mais caro.”. O proprietário revelou-nos que prefere frequentar o comércio tradicional porque “Na parte antiga acho mais engraçada devido à convivência… e o cliente pode pedir e reclamar sobre um produto e fica tudo em família”

Perante as declarações de pessoas ligadas à tradicional forma de mercado, decidimos ir investigar a opinião de funcionários e gerentes de estabelecimentos modernos típicos dos centros comerciais. Numa loja de vestuário fast-fashion presente em quase todas as cadeias um funcionário contou que não diminuiu o número de clientes, mas é preciso “um maior esforço para conseguirem as mesmas vendas.” Uma vantagem do seu local de trabalho é que “Normalmente ligamos o comércio tradicional a um comércio familiar e de menor dimensão, enquanto o do shopping tem maior dimensão em que a moda chega mais rapidamente à loja do que ao tradicional.”.

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Vista noturna do centro comercial Dolce Vita Douro

Também foram apontadas ainda as vantagens que faziam com que este funcionário do centro comercial fosse um cliente do seu local de trabalho: desde “as facilidades de estacionamento, normalmente tem maior facilidade de acesso e porque podemos estar mais perto de todas as lojas. Possivelmente porque também a moda chega mais rápido, as lojas de um shopping estão sempre em constante mudança enquanto que numa loja de comércio tradicional por norma isso não se faz. E temos ainda a variedade”.

Noutro estabelecimento de brinquedos, uma funcionária revelou que “acaba por ser saturante, mas uma pessoa acaba por fazer as compras por aqui porque tem tudo, enquanto numa loja de rua tem que se procurar sítios e não há tanta oferta”. Devido à sua localização e devido à marca conceituada “se fosse uma loja de rua as pessoas não procuravam tanto uma loja de brinquedos e passava mais despercebida. As pessoas não passam sem os centros comerciais com os seus horários pós-laborais que não têm as outras lojas.”

Ao contrário da entrevistada anterior, numa loja de produtos cosméticos e de produtos de beleza declarou-se que “Em preços, os comércios tradicionais são mais vantajosos e em certas coisas. Mas quanto à qualidade e estacionamento os centros comerciais são melhores. E por causa da crise o comércio tradicional deve sentir mais a crise…. Enquanto eu não trabalhava aqui, eu comprava no comércio tradicional… e ainda prefiro comprar devido ao convívio com os funcionários e aqui não podemos estar a falar muito…”, admite.

De facto, os fatores de decisão de compra e a especificidade do perfil de consumidor influenciam a opção de frequentar cada um dos tipos de negócio. Algumas potenciais soluções de revitalização de micro e pequenas empresas serão a comunicação focada nos clientes, a estruturação do estabelecimento, a formação e especialização de mercadorias e inovações nas técnicas de venda para que o atendimento ao cliente seja sempre da mesma forma no processo de venda.

As parcerias de negócios complementares e a promoção de iniciativas com estabelecimentos próximos podem ser mais-valias, juntamente com o atendimento personalizado, os preços muito atrativos e as promoções. Também a demonstração dos produtos, e a gestão entre vendas e compras pode aumentar a diferenciação para com a concorrência de centros comerciais.

De um modo geral os entrevistados revelaram que não verificam uma grande rivalidade entre o comércio tradicional e o comércio de centros comerciais. Mesmo com as disparidades de vantagens e desvantagens entre cada um, prevalece as necessidades e a subjetividade de cada um dos clientes na cidade transmontana.

Gostaram? Deixem a vossa opinião sobre esta reportagem nos comentários 🙂

Beijinhos

Reportagem realizada por Joana Carvalho, Jeniffer Azevedo e Nelia Albuquerque.