Coleção Cruise 2013 da Chanel na corte do rei Karl

Coleção Cruise 2013 da Chanel na corte do rei Karl

Os portões dos jardins de Versalhes abriram-se para o desfile da coleção Cruise 2013 da Chanel. O séquito de Karl Lagerfeld e da maison francesa reuniu-se no palácio mais emblemático do mundo para conhecer uma coleção que une o glamour de outros tempos com o luxo da atualidade.

Foram necessários 40 anos, milhares de homens, um artista para desenhar estátuas e fontes, árvores vindas de todas as províncias de França e todo o esplendor da mãe natureza para completar os jardins de Versalhes que, para o rei Luís XIV, eram tão importantes como o próprio palácio mandado construir por ele. Mais do que uma ostentosa homenagem à arquitetura e à arte da época, Versalhes foi o cenário dos três últimos reinados absolutistas em França e palco de algumas memoráveis tendências da moda.

Precisamente 330 anos depois da corte se ter mudado para lá vinda de Paris, a Chanel percorre o mesmo caminho para um notável desfile nos jardins de Versalhes, mais precisamente no Bosquet des Trois Fontaines, para apresentar a sua coleção Cruise 2013. As fontes que só coreografavam água à passagem do rei encheram-se de repuxos, os caminhos de gravilha por onde as rainhas e as amantes dos reis desfilavam as novidades da moda da época receberam as it girls e divas dos dias de hoje e, claro, a coleção com assinatura de Karl Lagerfeld.

Coco rocks Versailles at the Chanel Cruise 2013 show

Coco rocks Versailles at the Chanel Cruise 2013 show

Coco rocks Versailles at the Chanel Cruise 2013 show

SINAL DOS TEMPOS
Se virmos com atenção o sinal nas bochechas das modelos é, de facto, o símbolo da casa Chanel! Pela corte de Versalhes nasceram também muitas tendências de beleza. Além do falso sinal, que antes era feito em tecido, também as monumentais perucas deixaram o seu marco na história. Neste desfile, as perucas curtas com franja pintam-se em tons pastel, as sobrancelhas são cerradas e os olhos são realçados por uma exuberante e ampla sombra rosa.

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O criador, ele próprio com uma postura de Rei-Sol, inspirou-se em Madame du Barry que sucedeu a Madame de Pompadour como amante do rei Luís XV e não podiam faltar referências a um período em que a moda atingiu, literalmente, novas alturas e dimensões. Saias amplas com ancas acentuadas, cinturas bem apertadas e mangas ¾ que deixam cair sobre o braço delicadas camadas de renda, decotes variados e folhos e mais folhos, tudo pintado em deliciosos tons pastel emprestados por um quadro de Fragonard.

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Como o cenário é Versalhes, tinha de haver sinais de luxo e ostentação em aplicações preciosas, douradas ou em veludo, bordados e muitas flores. Numa coleção Chanel também marcaram presença os ícones da casa como ostweeds coloridos, os casaquinhos arquitetónicos, cobiçadas carteiras, como a Boy, e joias exuberantes. As peças em ganga e os creepers, os ténis com plataforma que invadiram o mercado juvenil, enriqueceram uma ideia de luxo contemporâneo. Tudo isto e muito mais numa coleção que apenas antecede a chegada do verão.

Junto à passerelle, desenhada por arbustos arquitetónicos, foram montadas tendas especialmente para receber os convidados deste desfile e diz quem esteve lá que, ao fim de seis semanas de chuva, os céus de Paris iluminaram Versalhes com um sol abrasador. Ainda restam dúvidas sobre o poder da Chanel?

Joana Carvalho

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